Big Bang Theory: o Friends de uma nova geração
Posted on 14. abr, 2010 by guga in Outros
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Existem seriados que marcam época e outros que apenas preenchem espaço nas grades de programação. Existem algumas séries pra quem gosta de ação, aventura, ficção e comédia e existem algumas que, simplesmente, definem uma geração inteira. Foi assim com Friends, que durante dez anos mostrou o que era ser um jovem adulto nos anos 90 e é assim com The Big Bang Theory.
Lá por 1997 quando Friends estava em seu ápice era díficil alguém não se identificar com a esquizofrênica Mônica, o loser Ross, o engraçadinho Chandler, a amalucada Phoebe, com o sem noção Joey ou a patricinha Rachel. Uma comédia despreocupada, que mostrava um grupo de amigos amadurecendo e se tornando adultos de verdade. Os atores ganhavam mais de U$800.000 por episódio, todos queriam se vestir como eles, falar como eles, morar no Village e tomar café no Central Perk. Resumindo, todos queriam ser descolados. Onde foi que, nesses dez anos, os nerds dominaram o mundo?
Pode-se chamar de fenômeno cultural, moda passageira ou o que for. A verdade é que nesse ínicio de século os “perdedores” tornaram-se protagonistas de uma das séries de humor mais vistas do planeta, e não só isso. São diretores de grandes empresas, executivos de sucesso e formadores de opnião respeitados. Sim amigos, muito mudou e agora todos querem participar da irmandade Lambda, Lamda, Lambda e se você não sabe o que é uma Graphic Novel, nunca teve um Atari ou em que cidade vive o Batman estará em apuros em qualquer roda de bar (sim hoje se fala disso nos bares).
A Revolução Nerd
É claro que assim como Friends, Big Bang não é causa, e sim, reflexo da cultura moderna. Existem vários fatores que fizeram com que a mídia hoje tenha uma enxurrada de séries e filmes baseados em quadrinhos, super-heróis sendo novamente idolatrados pelas crianças, a indústria de games ganhando força e nerds fazendo piada na TV, mas, entre eles, pode-se citar as greves dos roteristas americanos em 1999, Matrix e a profissionalização da indústra de quadrinhos.
O ano de 1999 foi crucial neste boom de cultura nerd. Neste ano estreou o fenômeno de bilheteria Matrix que misturando ficção científica com filosofia fez uma geração inteira cultuar os super-heróis novamente. Não é segredo que os irmão Wachowski usaram os quadrinhos como referência para criar Neo, que no final do primeiro filme voa em direção a câmera como se dissesse: preparem-se para o que virá. Se os dois filmes seguintes foram decepcionantes, não vem ao caso. A revolução já tinha começado.
No mesmo ano os roteiristas americanos entraram em greve, fazendo com que idéias e scripts originais para programas e filmes se tornassem artigo raro. Com o sucesso estrondoso de Matrix, nada mais lógico que buscar idéias prontas na fonte onde os criadores do fenômeno beberam: os quadrinhos. Depois disso vários filmes e séries ganharam movimento, no começo os resultados costumavam ser péssimos como Do Inferno e A Liga Extraordinária de Alan Moore e a série de Witchblade baseada nos quadrinhos de Marc Silvestri, mas, com o tempo, os estúdios foram acertando a mão e, principalmente, se mantendo cada vez mais fiéis as histórias publicadas, o que atraiu cada vez mais fãs. Mas mais que boas adaptações, o ínicio dos anos 2000 trouxeram executivos e cineastas que cresceram lendo quadrinhos e trouxeram essa paixão para outros meios. Exemplo disso é M. Night Shyamalan que depois do sucesso de O Sexto Sentido escreveu e dirigiu Corpo Fechado que é uma homenagem escancarada ao mundo dos comic books. Mas o fato é que somente o interesse dos estúdios não faria o sonho dos fanboys realizados, pra isso era preciso uma forcinha dos próprios.
Nerd gosta do que é bom
Muito se falou que o público leitor de quadrinhos vinha envelhecendo ano a ano e que, em breve, a indústria entraria em colapso. A verdade é que o público envelheceu sim. Envelheceu, e se tornou um público exigente, com alto poder aquisitivo e, na maioria, formadores de opnião. Ou seja, em uma época em que a internet entrou de vez na vida de todos, os nerds dominaram a rede e, consequentemente, o mundo.
Há 40 anos tentava-se fazer boas adaptações para as telas de histórias em quadrinhos, mas nunca a voz de quem mais interessava foi ouvida e, com a internet, esse cenário mudou drasticamente. De uma hora para outra fóruns e sites começavam a criticar uma produção baseada em quadrinhos que não mostrava a fidelidade ao original desejada. Destruíam a imagem de atores escalados para viver papéis que não consideressem apropriados. Organizavam boicotes a filmes que não se ativessem ao universo pré-estabeleceido e adorado. Ninguém queria ver um Capitão América com escudo transparente, nem um Superman careca e gótico.
Com os ouvidos atentos aos apelos do público foram produzidos boas e fiéis adaptações como X-Men, Homem-Aranha, Sin City, 300,Batman – O Cavaleiro das Trevas, Homem de Ferro, entre outros. Bastaram algumas boas produções para que uma legião de novos fãs estivesse conquistada.
Bazinga!!!
Sheldon, Leonard e Penny não são o retrato de uma geração, são a caricatura. O físico das camisetas engraçadas está em um extremo, totalmente alienado do mundo real, vivendo entre quadrinhos, filmes, videogames e Linux. Leonard reluta em ser um nerd completo, se mantém atento a realidade e tenta manter a seriedade e ser “um adulto responsável”. E é aqui que entra Penny, que é o real elo de ligação entre o público em geral e os malucos da série. A personagem que sonha em ser atriz, mas é garçonete no Cheasecake Factory, começa a série sem entender nada que seus vizinhos falam e aos poucos vai se aproximando desse universo que ela desconhecia e, tal qual o grande público americano, começa a entender esse mundo de quadrinhos e videogames. Quem nunca soube que Jay Garrick foi o primeiro Flash ou que Tiberius é o nome do meio do Capitão Kirk, vai de episódio em episódio se tornando um pouco nerd.
Entre piadas e tirações de sarro, Big Bang Theory faz muito mais pela indústria dos quadrinhos em um episódio do que todas as temporadas de Smallville, que mais confunde do que conta a história do jovem Superman. Não é de surpreender que mais do que uma comédia, a série seja um fenômeno cultural. A sociedade enxerga e, aos poucos, assimila uma cultura há bem pouco tempo discriminada. Não se espante se a qualquer momento até sua mãe o saudar com o cumprimento vulcano de Spock.
texto de Marton Santos, Sedentário e Hiperativo




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caio
abr 14th, 2010
BAZINGA!!
cara, BBT é bom d++++++!!
aposto que eu detonava o sheldon no rock band
Marcos
abr 15th, 2010
Muito bom esse seriado!! hahaha
guga
abr 15th, 2010
semprei falei pro paulera que o nerd está na moda, por isso tudo que fala aí no texto… o estopim da dinamite vai ser quando a Globo criar algum programa que tenha uns personagens nerds.
Marsupial Killer
abr 15th, 2010
BBT é muito bom mesmo!! Top 5 entre as series mais legais da atualidade sem duvida!
Mas como bom nerd (e chato d plantao) preciso dizer q 300 n é uma adaptacao tao boa assim…leiam o original, é MUITO mais brutal e direto, sem aquela enrolação/melação toda q enfiaram no filme para ganhar o publico feminino!
E viva os nerds!! rs rs rs
até
Fernanda
abr 17th, 2010
Bazinga!!! hehehe
Prefiro Friends… Esse Big Bang aí é mt sem graça…
guga
abr 17th, 2010
mesmo sendo nerd assumido, eu tambem prefiro friends, acho mais engraçado. o lance da comparação com os dois se dá por serem “a coisa certa na hora certa”, a boa audiência é do público que vive a cultura de cada seriado. mas o bbt num é sem graça nao fernanda, o lance é que vc nao entende ou nao gosta do mundo nerd hehehe
Paulera
abr 18th, 2010
OOOo nunca vi BBT, vou ver mesmo. Mas o momento é lost,lululu, ja estou triste com o fim da serie. Ah, quer nao assiti 2 and a half men tá perdendo, bom d+. ooooo De volta para o futuro entra na revolução também. Capacitor de Fluxo comanda.
Marcos
abr 22nd, 2010
Uma matéria sobre FRINGE:
http://ow.ly/1BKea
Seriado que tá sendo do Ca………….!!!!
caio
abr 23rd, 2010
fringe é massa d+++. tá mto melhor que lost
lost encheu o saco ja. essa ultima temporada tá paia
guga
abr 23rd, 2010
eu to assistindo lost, o que eu percebi é que os criadores nao tinham um final escrito e tão inventando agora, só pode… estão totalmente perdidos e o final vai ser igual final de novela da globo, no ultimo capitulo tudo se resolve
Marsupial Killer
abr 22nd, 2010
WOW!
Fringe é legal, mas vcs precisam assistir “V”! Nó! Bom dimai da conta! Mais alguém aqui assistiu à versão anterior? Recomendo pra quem curte ficção e os contos de Lovecraft.
Ate
caio
abr 23rd, 2010
Eu assisto V. tentei ver o antigo mas n suportei a tosquera.
To perdendo a paciência com esse V. os personagens são estupidos d+, principalmente a briguinha idiota da loira (do lost) com seu filho retardado. deixa o moleque comer a “et”eia..
paulera
abr 23rd, 2010
Que nada guga. Os caras sabiam a historia sim(LOST), o problema é que eles foram obrigado$ a enrolar. Entao, agora tao com medo de fazer cagada no final, deixar algo em branco. Mas eles sabiam a historia sim, do que contar, o problema foi que rolou misterio d+. Com certeza vao explicar de uma forma que vamos grilar. Mas a serie é boa sim, caio viado
Fernanda
abr 24th, 2010
Guga, acho que eu não gosto mesmo do mundo nerd… rssss
Eu até entendo, mas em comparação com Friends acho Big Bang meio sem graça, tavez por não curtir esse mundo mesmo hehehe
Marcos
abr 24th, 2010
Eu gosto do mundo NERD, vc gosta de mim??? rs
Fernanda
abr 26th, 2010
Gosto não!!! hahahahaha
Marcos
abr 26th, 2010
Fuuuuuuuuuuuuuuuu