A Macroevolução Questionada
Postado em 22. mar, 2010 por mk na(s) categoria(s) Outros
MACRO E MICROEVOLUÇÃO EXPLICAM O SURGIMENTO DA VIDA? OU, UMA TENTATIVA DE RESPONDER AOS ANSEIOS DA ALMA DE UM MATADOR DE KOALAS.
Por Pastor Giuliano F. Miotto (texto adaptado de um artigo de Roger W. Haines Jr., intitulado “A Macroevolução Questionada”)
De acordo com a Teoria da Evolução, existem dois níveis de evolução da vida, um chamado de “macroevolução”, no qual existe a hipótese de que peixes se transformaram em mamíferos e estes em hominídeos, os quais se transformaram no que hoje chamamos de homo sapiens. O outro nível seria a chamada “microevolução”, pela qual geneticistas reproduzem um cachorro do tamanho da palma da mão ou grãos resistentes a certos tipos de pragas ou certas populações de répteis se adaptam a certas condições de vida nas ilhas Galápagos ou na costa do Marfim.
Não questionamos a microevolução, embora esta denominação seja tecnicamente imprópria, mas visamos, com o presente artigo questionar a macroevolução, a qual é baseada na interpretação subjetiva de certos indícios encontrados na natureza, tais como os registros fósseis, as camadas geológicas, dentre outras coisas.
Como primeira premissa, queremos defender a idéia de que ao se constatar pequenos nichos de alteração na vida (microevolução) não se pode, de modo seguro e verdadeiramente científico, chegar à conclusão de que partículas inorgânicas e irracionais aleatórias tenham se ajuntado, num processo denominado de acaso, para se transformarem em algo tão complexo como um organismo vivo pluricelular. Num frenesi aleatório e complexo até chegarmos onde estamos hoje.
Tendo em vista que os debatedores deste fórum nunca conseguem dizer ao certo qual é sua cosmovisão ou a maneira como entendem a nossa existência, nos utilizaremos do conceito de evolução existente na Wikipédia, segundo a qual: “Evolução, no ramo da biologia, é a mudança das características hereditárias de uma população de uma geração para outra. Este processo faz com que as populações de organismos mudem ao longo do tempo. Do ponto de vista genético, evolução pode ser definida como qualquer alteração na freqüência dos alelos de um ou um conjunto de genes, em uma população, ao longo das gerações. Mutações em genes podem produzir características novas ou alterar características que já existiam, resultando no aparecimento de diferenças hereditárias entre organismos. Estas novas características também podem surgir da transferência de genes entre populações, como resultado de migração, ou entre espécies, resultante de transferência horizontal de genes. A evolução ocorre quando estas diferenças hereditárias tornam-se mais comuns ou raras numa população, quer de maneira não-aleatória através de seleção natural ou aleatoriamente através de deriva genética.”
Espero que os mais afoitos entendam que não estamos atacando pessoas, mas apenas as idéias que se escondem por detrás do conceito da evolução e que não são passíveis de uma resposta científica clara e segura para o drama da existência. Para isso nos utilizaremos, sempre que necessário, de textos e opiniões exaradas tanto por defensores do evolucionismo, quanto pelos defensores do criacionismo.
Sabemos que muitos evolucionistas sérios já conseguem ver muitas falhas em seus argumentos e teorias, embora ainda continuem sendo evolucionistas. Mas também sabemos que existem tanto criacionistas fanáticos (como eu sou..rss) quanto existem evolucionistas fanáticos e preconceituosos que nunca conseguem sair edificados de um debate sincero sobre suas “crenças”.
Pode ser que sejamos todos edificados com este debate, ou que saiamos daqui magoados uns com os outros e com mais dúvidas do que esclarecimentos. Vai depender daquilo que está no coração de cada debatedor. Como criacionista, entendo perfeitamente que posso ser questionado sobre os motivos de minhas idéias, crenças e doutrinas, desde que me apresentem coisas que não possam ser refutadas pela lógica ou pelo método científico puro. Da mesma forma espero que os evolucionistas de plantão aceitem que suas crenças e doutrinas também sejam refutadas e colocadas em xeque. Vamos aos fatos e fundamentos:
- DOS MÉTODOS DE DATAÇÃO DE FÓSSEIS, DENTRE OUTROS
Antes de entrarmos nos outros assuntos, achei interessante começar com uma refutação acerca da base de todas as evidências e “provas” apresentadas pelos evolucionistas, os métodos de datação.
Quais são os métodos de datação existentes, pelos quais os cientistas chegam às suas conclusões sobre a origem da vida e sua evolução? A datação é o método ou processo pelo qual se tenta definir a idade na história de determinado objeto ou de formações geológicas.
Basicamente existem três métodos de datação: a) RADIOMÉTRICA, ou por radioisótopos, tais como o Carbono 14; b) ESTRATIGRAFIA, ou o estudo das camadas das rochas, buscando identificar os eventos e processos que a formaram; e c) DENDROCRONOLOGIA, método para se estabelecer a idade de uma árvore baseado nos padrões dos anéis em seu tronco.
O método que nos interessa, para o presente estudo é o radiométrico, tendo em vista que é o mais utilizado e difundido pelos arqueólogos para se determinar a data de fósseis encontrados nas suas escavações. O método radiométrico também é chamado de datação absoluta (embora veremos que, na prática, não tem nada de absoluta).
O primeiro mito que deve ser derrubado acerca do método do Carbono 14 é de que o mesmo não serve para fornecer resultados acima de algo como 50.000 a 70.000 anos, ou seja, informações que ultrapassem esta margem devem ser baseadas em outros métodos de datação que não são seguros, muito menos científicos. De acordo com os próprios cientistas, depois 50 mil anos, a quantidade de C-14 começa a ser pequena demais para uma datação precisa. (traduzindo: nenhum fóssil que supostamente tenha mais do que 50 mil anos, pode ter considerada válida sua datação, será que isto não derruba quase todos os argumentos de uma evolução que está se arrastando a milhões de anos?)
De modo bastante resumido, a datação pelo C-14 baseia-se no fato de que este é radiotivo e se desintegra formando o Nitrogênio 14. Os seres vivos, ao se alimentarem, ingerem pequenas quantidades deste radioisótopo (C-14), mantendo um nível constante em seu corpo até a morte. Depois da morte, o C-14 não é mais ingerido e o que está dentro do animal ou pessoa passa a se desintegrar gradualmente, diminuindo seu peso pela metade a cada 5.730 anos (saibam que existem mais outros quatro tipos de radioisótopos derivados do Carbono, mas o C-14 é o que apresenta maior meia-vida). Deste modo, teoricamente, quanto menor o nível de C-14 em uma amostra fóssil, em comparação com a quantidade de C-12 (não-radioativo) maior deveria ser a data provável de sua morte. (veja que esta explicação é bastante simplificada para que os leigos possam entender). Conforme a pesquisa que fiz, os cientistas aceitam com unanimidade que este método não é adequado à datação de fósseis que têm idades na casa dos milhões de anos e que são datados por métodos estratigráficos e por decaimento de outros elementos radioativos.
Um dos pressupostos que baseiam a suposta confiabilidade do método de datação do C-14 é que este estaria reagindo com o Oxigênio na Atmosfera, formando o Dióxido de Carbono (C14O2), cuja quantidade na atmosfera é, em tese, constante.
De acordo com os cientistas que adotam o método do C-14, a precisão deste método somente pode ser determinada se a sua aplicação puder ser comparada com relatos históricos envolvendo o objeto de estudo, pois alguns desses objetos podem ser afetados por causas externas, tais como a ação de microorganismos.
Acontece que a história antes de 1.500 a.C. possui muitos poucos registros históricos que possam dar suporte à datação pelo Carbono 14, fato que limita ainda mais sua eficácia.
A parte experimental da datação por C-14 consiste em medir a proporção de carbono-14 e carbono-12, e algumas vezes do C-13, em uma amostra. Isto pode ser feito com uma boa precisão, embora seja difícil trabalhar com algumas amostras. Além disso, a precisão do resultado depende da confiabilidade dos pressupostos usados na interpretação das medidas.
Um desses pressupostos utilizados na análise é que a taxa de decaimento radioativo do C-14 nunca mudou ao longo dos anos. Embora não haja evidências contra este pressuposto, isto não quer dizer que tal afirmação seja científica ou baseada em algo verificável pelos métodos científicos confiáveis.
Outro pressuposto muito difícil de ser comprovado e que é adotado pelos que se utilizam deste método é que o objeto da datação não tenha sido contaminado por nenhum fator externo, ou seja, que este tenha ficado exposto na natureza, sem que nenhuma bactéria ou fator de contaminação tenha entrado nele. Tudo seria perfeito, se os fósseis ficassem guardados em redomas de vidro. Aliás nem o vidro é também capaz de evitar a troca de átomos com o ambiente externo.
Existem outros pressupostos, mas só estes dois já servem para derrubar qualquer pretensão de que algum fóssil anterior a 1.500 a.C. seja datado de modo confiável.
É interessante ressaltar que todos os métodos de datação se baseiam em dois pressupostos básicos que são evidentemente falsos, quais sejam: a permanência dos fenômenos e a constância das condições. Ou seja, qualquer coisa que seja datada com mais de 50 a 70 mil anos é altamente questionável.
- AFINAL DE CONTAS, QUAL A EXPLICAÇÃO DA ORIGEM DA VIDA? GERAÇÃO ESPONTÂNEA OU CRIAÇÃO INTELIGENTE?
Até meados do século XVII, até os poucos cientistas existentes acreditavam que as moscas eram geradas espontaneamente na carne em putrefação, até que um sujeito chamado Francesco Redi demonstrou que isso não era verdade. Também no ano de 1861, um cientista chamado Louis Pasteur demonstrou que as bactérias não surgiam espontaneamente no leite, ou seja ex nihilo (do nada). Mesmo depois de séculos que a própria ciência tem adotado como pressuposto de que tudo tem uma causa (princípio da causalidade) e que somente vida pode gerar vida, de modo que não adianta ficar bilhões de anos observando uma pedra para ver se ela se transmuda em algo orgânica, por que será que os evolucionistas e ateístas adotam a estranha idéia de que ocorreu um processo chamado geração espontânea, no qual matéria inorgânica desconhecida, gerou matéria orgânica? O prof. Gabriel W.Lasker (evolucionista) declara em seu livro Antropologia Física que: “Tanto quanto saibamos, os compostos orgânicos que ocorrem naturalmente hoje são resultantes de processos vitais; a vida parece sempre depender de vida previamente existente” (p. 26). Ressalte-se que, neste contexto, “orgânico” não significa “com vida”, mas simplesmente qualquer composto contendo Carbono.
Tendo assim exposto os fatos, Lasker continua a especular nas páginas 26 a 28: “Imagine-se, então, uma época anterior à existência da vida. Mesmo que os compostos orgânicos não estivessem sendo sintetizados nas células, pelo menos não haveria microorganismos que os degradassem, a partir do estado em que existissem. Não havendo nada que obrigasse os compostos a se dissociar, a evolução teria ocasionado compostos cada vez mais complexos, e não mais simples…”. Alguns parágrafos adiante, acrescenta ele: “De qualquer maneira, os constituintes das proteínas e dos ácidos nuclêicos das células vivas foram sintetizados em laboratório, sob as condições existentes na Terra primitiva. Embora ninguém tenha ainda chegado perto da criação de uma célula viva a partir do ar primitivo, não obstante têm-se mostrado plausíveis os passos químicos necessários” (página 32).
Acontece que existe um verdadeiro abismo entre a “plausibilidade” desses passos e sua efetiva comprovação. Primeiro por que não se pode afirmar que a simples ausência de microorganismos que os degradassem seja a única forma de se obter natural e acidentalmente compostos cada vez mais complexos. Isto por que as experiências desenvolvidas por Miller, Sagan e Khare, Wollin e Ericson, dentre outros, os aminoácidos e outros compostos tiveram que ser imediatamente removidos das fontes de energia que os produziam (centelhas de elétricas ou luz ultravioleta) tendo em vista que a taxa de destruição destes aminoácidos sob ação dos próprios agentes que os produziram excedia em muito a sua taxa de produção.[1] Mesmo que se supusesse que esses compostos pudessem ter-se formado, e permanecido na atmosfera durante tempo suficiente para chegar até o oceano, a maioria deles teria sido destruída pela água nas temperaturas comuns.
Ademais, o modelo pré-biótico, desenvolvido por Stanley Miller, tentou comprovar, em 1952, a formação de moléculas orgânicas complexas (aminoácidos) a partir de substâncias inorgânicas. Num recipiente projetado para ser uma versão artificial da [suposta] atmosfera terrestre primitiva, com uma mistura de hidrogênio, vapor d’água, amônia e metano, foram disparadas cargas elétricas para simular o efeito de raios, e o resultado, após uma semana, foi o surgimento espontâneo de glicina e a alanina que são aminoácidos – moléculas orgânicas não complexas. Tal experimento foi um grande fracasso, pois para se formar a vida como nós a conhecemos e comprovar a geração espontânea, o experimento de Miller teria que ter formado, no mínimo 20 aminoácidos e esta experiência, que até hoje é feita no meio científico, somente conseguiu criar 13 aminoácidos, o que não é suficiente para se comprovar a teoria da evolução.
O próprio Miller depois de seus experimentos declararou que “as taxas de depurinação do DNA, da hidrólise dos polímeros peptídicos e polinucleotídicos, e da decomposição dos açúcares, são tão grandes, que parece impossível que tais compostos pudessem ter-se acumulado em solução aquosa e pudessem ter sido usados nos primeiros organismos, a menos que a temperatura fosse baixa”. (Miller, S. L., and L. E. Orgel. 1973. The origins of life on the Earth. Prentice-Hall, Englewood Cliffs, New Jersey, p. 126.) O grande problema desta declaração é que um dos pressupostos da teoria da evolução é de que a vida tenha se formado logo após a terra ter se resfriado, a partir de uma massa fundida, num momento em que os oceanos ainda estavam muito quentes.
Outro fator de destruição dos compostos é o oxigênio, de modo que os defensores da geração espontânea da vida precisam admitir que a atmosfera no momento em que a vida teve início não poderia ter oxigênio. Poderíamos levantar outros fatores científicos que jogariam facilmente por terra qualquer tentativa moderna de se estabelecer o modelo pré-biótico, mas este artigo se tornaria por demais longo.
Apenas acrescentaremos um estudo feito por Gerhard Schramm (um cientista evolucionista), com relação à probabilidade de formação ao acaso de uma das mais simples formas de vida que é o vírus do mosaico do fumo: “O ácido ribonuclêico (RNA) do vírus do mosaico do fumo contém 6000 nucleotídeos. A probabilidade de que essa molécula especial resulte da combinação aleatória de quatro nucleotídeos é (1/4)6000 = 10 –2000. Considerando que todo o universo contém o número estimado de 1080 prótons, é praticamente impossível obter-se esse ácido ribonuclêico no período de 109 anos, a idade estimada da Terra, mesmo que toda a Terra consistisse de uma mistura de nucleotídeos em reação” (13) .
- MUTAÇÕES GENÉTICAS PODEM GERAR VIDA EVOLUÍDA?
Digamos que alguém possa dar uma resposta científica e irrefutável para a questão da geração espontânea, o que penso ser impossível. Ainda assim teríamos um outro enorme problema biológico para ser respondido sem fanatismos ou argumentos circulares: Como uma espécie foi se transformando em outra diferente e mais complexa? Ora, é consenso entre os evolucionistas que o surgimento de novas espécies se dá pela mudança do material genético, ou mutação genética.
No entanto, como admite o próprio Prof. Lasker: “tem sido discutido que as mutações poderiam pouco ter a ver com a evolução, porque as que realmente têm sido observadas no laboratório, ou no homem, são quase sempre prejudiciais (ou quando muito, neutras)” (página 87).
Ou seja, os estudos científicos feitos em laboratório contradizem a doutrina da evolução, pois o máximo que se prova é que as mutações genéticas ou produzem deformações e regressões, ou um estado neutro de evolução. Mas aí os evolucionistas apelam para o grande “deus” chamado “seleção natural”. Vamos levar em consideração aqui os cálculos feitos por Sir Julian Huxley com relação à suposta evolução do cavalo: “A proporção de uma mutação favorável em mil não parece elevada, porém é provavelmente generosa. … E o total de um milhão de etapas mutacionais parece bastante, porém provavelmente constitui uma subestimativa. … Suponhamos, entretanto, que esses números sejam estimativas razoáveis. Dentro dessa proporção, mas sem seleção alguma, certamente teríamos de cruzar um milhão de linhagens para obter uma contendo duas mutações favoráveis, e assim por diante, até mil elevado à milionésima potência para obter uma linhagem contendo um milhão. Na realidade isso poderia ainda não acontecer, porém esta é uma maneira útil de visualizar as fantásticas probabilidades contrárias à obtenção de numerosas mutações favoráveis em uma linhagem, somente devido ao puro acaso. Ao se escrever o número mil elevado à milionésima potência tem-se o algarismo 1 seguido de três milhões de zeros, o que exigiria três grandes volumes de 500 páginas cada, somente para imprimí-los! … Ninguém apostaria em um acontecimento tão improvável. Não obstante, isso aconteceu! Aconteceu graças à atuação da seleção natural e às propriedades da substância viva que tornam inevitável a seleção natural!” (17) (agora multiplique este resultado pelo número dos supostos passos evolutivos entre a ameba e o homem… rss)
Seria possível que o “deus” da seleção natural poderia realmente transformar os números de Huxley em algo possível e inevitável? Alguém poderia explicar como ele interage com a seleção normalizadora que retarda e estabiliza a suposta evolução das espécies pela eliminação da descendência que difere grandemente de seus ancestrais? Será que Marsupiais explicam como os Onitorrincos colocam seus ovos? Ou teriam os ovos vindo primeiro?
Mesmo que a seleção natural possa ser comprovada, dificilmente alguém poderia comprovar que a mesma tenha qualquer efeito no processo evolutivo das espécies. Neste caso, o exemplo favorito dos evolucionistas é a mariposa chamada de Biston betularia. Entretanto, como afirma L. Harrison Matthews, membro da Royal Society, na introdução de uma edição recente de “A Origem das Espécies” de Darwin: “As experiências (com a mariposa) ilustram muito bem a seleção natural em ação ou a sobrevivência do mais apto, porém não mostram a evolução em andamento, pois embora possam as populações alterar seu conteúdo de formas claras, escuras ou intermediárias, todas as mariposas permanecem, do princípio ao fim, as mesmas Biston betularia”. Ou seja, ocorreu o que se pode chamar de microevolução, mas nada parecido com macroevolução. Além disso, as mariposas nem mesmo demonstram a seleção natural, que não mais é definida em termos de sobrevivência, mas sim como reprodução diferencial.
Em outro exemplo, as tão divulgadas experiências relativas às moscas das frutas, com mutações induzidas artificialmente, e seleção artificial, resultaram em considerável variabilidade. Porém tentativas de levar essas variações além de certos limites resultaram em esterilidade em massa, e em morte.
De fato, a maior parte dos evolucionistas concorda hoje que a “aptidão” não pode ser analisada objetivamente. Daí a precaução de Lasker: “A aptidão é definida pela prova da sobrevivência, e não pela ‘aptidão’ conforme algum sentido humano de avaliação” (página 92). Isto significa que os que sobrevivem são mais aptos porque os mais aptos é que sobrevivem. Isto constitui uma tautologia – uma falácia lógica que nada explica.
Imagino que diante de tais informações, é muito difícil alguém apresentar argumentos verdadeiramente científicos de que ocorreram alterações macroevolutivas na natureza que tenham produzido a vida como a conhecemos hoje, mas Coalas podem gritar de seus eucaliptos: Hei! E os registros fósseis?
- PODEM OS REGISTROS FÓSSEIS COMPROVAR A TEORIA DA EVOLUÇÃO?
Algum evolucionista poderia afirmar que existem muitas evidências fósseis que comprovam a existência de espécies antigas e formas intermediárias que dão suporte ao processo evolutivo das espécies. O professor Lasker nos dá a posição dos evolucionistas a este respeito: “Não se pode propriamente falar de elos perdidos e elos conhecidos na evolução, pois a evolução progride em linhas e não em cadeias, e é sempre possível aprimorar o nosso conhecimento à medida em que se tornam conhecidos mais pontos da linha, e se tornam menores os segmentos desconhecidos existentes entre eles” (página 242).
O que ele está dizendo é que não se pode esperar que alguém encontre todas as ligações lineares entre uma espécie anterior e menos evoluída e outra espécie mais evoluída. Ou seja, tudo depende da interpretação subjetiva de quem analisa os registros fósseis. Isto é muito parecido ou idêntico ao que eles chamam de pensamento religioso e fanático. Desde que ninguém ouse dizer que não exista algo como evolução, a distância entre as supostas formas ancestrais intermediárias, não chega a ser um “problema” para a teoria da evolução.
Ninguém jamais exigiu que se conseguissem todos os fósseis de todos os indivíduos em uma suposta linha de descendência. Porém parece ser razoável exigir que se consiga uma série na qual cada um não difira muito de seu vizinho. Qualquer que seja a suposição, o fato é que os hiatos existentes no registro fóssil entre formas pretensamente relacionadas, são grandes e sistemáticos. Acontece que os hiatos evolutivos entre ordens, classes e fila são freqüentes e, em todos os casos, enormes.
Um artigo publicado na revista “Evolution”, um paleontologista da Universidade de Oklahoma disse: “Apesar da auspiciosa promessa de que a paleontologia provê uma maneira de ver a evolução, ela tem levantado algumas dificuldades desagradáveis para os evolucionistas, das quais a mais notória é a presença de “hiatos” no registro fóssil . A evolução exige formas intermediárias entre as espécies, e a paleontologia não as provê” (Kitts, David B. 1974. Paleontology and evolutionary theory, Evolution, 28(3) :467.).
Tão grandes são os hiatos, que os supostos relacionamentos ancestrais são altamente arbitrários. Mayr, que sem dúvida é um dos principais taxonomistas americanos, declara: “A maior parte dos ‘taxa’ acima do nível de família são claramente delimitados. Moluscos, pingüins, vespas, e na realidade a maior parte dos ‘taxa’, são separados de seus parentes mais próximos por um indiscutível hiato, muito mais do que acontece na maioria dos gêneros e famílias.” (Mayr, Ernst 1969. Principles of systematic zoology. McGraw-Hill, New York, pp. 91 e 92.).
Os estudos desenvolvidos acerca do paralelismo e convergência, e sobre homologia e analogia aparentemente demonstra inúmeros exemplos de formas de vida bastante semelhantes, as quais, no entanto, não possuem qualquer relacionamento ancestral. Ora, se não têm relacionamento ancestral (creio que nossos amigos biólogos e evolucionistas concordam com isto), não podemos tirar conclusões científicas sobre ascendência baseados apenas em semelhanças estruturais. Aliás, estas semelhanças confirmam que tudo foi criado a partir de um design inteligente que nós “fanáticos” chamamos de Deus.
Se a grande base da macroevolução são essas semelhanças; logo, o que quer que lance dúvidas sobre semelhanças entre grupos deve lançar dúvida também sobre toda a doutrina.
Sempre os evolucionistas utilizam-se do cavalo para tentar provar a evolução e que não existem hiatos. Este exemplo está em quase todos os livros sobre o assunto. G.G. Simpson no entanto, escreveu que “esse exemplo usual tem sido grandemente deturpado” (1949. The meaning of evolution. Yale University Press, p. 130). O engraçado é que apesar do “abundante material fóssil” existente , apenas três fósseis são considerados como ancestrais do cavalo moderno, o Eohippus, o Miohippus, e o Merychippus. Os outros registros fósseis relativos a esta série colocam os evolucionistas em dificuldades. Será que isto é o melhor que os evolucionistas têm para demonstrar sua teoria? Prefiro continuar acreditando que a evolução é apenas uma tentativa humana de se apresentar uma alternativa plausível para aqueles que não querem acreditar no Deus da Bíblia e em todas as conseqüências que isto tem sobre seu modo de viver e ações.
Ainda sobre os mamíferos, G. G. Simpson escreveu o seguinte: “Isto é verdade para todas as trinta e duas ordens de mamíferos. … Os membros mais antigos e mais primitivos de todas as ordens já possuem os caracteres ordinais básicos, e em nenhum caso existe uma seqüência aproximadamente contínua desde uma ordem até outra conhecida. Na maior parte dos casos a descontinuidade é tão distinta e o hiato tão grande que a origem da ordem é especulativa e muito discutida” (Tempo and mode in evolution. Columbia University Press, New York, p. 105).
Daí surge outra teoria de que as grandes categorias surgiram por algo chamado de “macrogênese” que é um tipo de mutação sistêmica, ao invés do gradualismo filético (pequenos passos evolutivos). Só que estas mutações sistêmicas jamais foram comprovadas em laboratório e, como já dissemos acima, tais mutações apenas criam monstros e seres deformados que jamais poderão ocupar qualquer lugar na escala evolutiva, nem têm a mínima possibilidade de escaparem da eliminação através da seleção estabilizadora, como dizem os próprios evolucionistas.
Simpson também aborda este ponto de vista, que depende de mutações múltiplas, simultâneas: “A probabilidade de mutações múltiplas, simultâneas, parece ser ainda menor, de fato desprezível. A postulação de uma taxa de mutação de 0,00001, e da duplicação da probabilidade de cada mutação por outra mutação no mesmo núcleo, corresponderia às circunstâncias mais favoráveis garantidas pelas evidências experimentais. Com essas postulações, a probabilidade de cinco mutações no mesmo núcleo seria de aproximadamente 10-22. Com uma população média efetiva de cem milhões de indivíduos férteis, e com a duração média de um dia para cada geração, novamente postulações extremamente favoráveis, tal evento seria esperado somente uma vez em cerca de 274 bilhões de anos, ou seja, cerca de cem vezes a idade suposta da Terra. Obviamente, a menos que haja um fator desconhecido que aumente tremendamente a probabilidade das mutações simultâneas, tal processo não teve qualquer parte na evolução” (1953. The major features of evolution. Columbia University Press (Paperback por Simon and Schuster, 1967. p. 96).
Não é lindo estudar estas coisas com base nas regras da probabilidade? Vemos que as probabilidades matemáticas de ocorrerem fatos como os defendidos pelos evolucionistas levam sempre seus argumentos para algo muito mais parecido com a fé dos cristãos, do que com a pretensa razão que os leva a manterem suas posições.
EXISTEM ANCESTRAIS EXTINTOS DO HOMO SAPIENS? OU, UMA TENTATIVA DE DAR RESPOSTA AO QUESTIONAMENTO DO MARSUPIAL KILLER.
Antes de prosseguirmos, queria compartilhar uma descoberta acerca da vida dos Koalas que vi num filme. Dizem que o eucalipto quando consumido em grandes quantidades possui um efeito alucinógeno que mantém os koalas em constante estado de “viagem lisérgica”. Talvez isto explique seus comportamentos tão diferentes dos outros animais. Embora sejam marsupais bonitinhos, dizem os especialistas que os mesmos podem ser extremamente agressivos, podendo até arrancar um dedo de quem tente se aproximar deles.
Mas voltando ao nosso assunto, vou tentar dar uma resposta ao questionamento do Marsupial Killer acerca da existência de espécies ancestrais do homo sapiens. Será que o meu Deus fez um projeto errado e foi aperfeiçoando no tempo, matando os produtos com defeito, de modo que seríamos os próximos da lista, ou podemos ter uma explicação plausível, que nos deixe em paz com este assunto? Vejamos:
De acordo com os evolucionistas modernos, os ancestrais fósseis dos homens são agrupados em três categorias: (1) Australopithecus, (2) Homo Habilis, e (3) Homo Erectus. Na categoria do Homo Erectus possuímos, dentre outros, dois fósseis famosos: a) O Homem de Pequim e b) O Homem de Java. O antigo Homem de Neanderthal agora é incluído na categoria do Homo Sapiens, inclusive o Museu de História Natural de Chicago retirou os seus antigos modelos do Homem de Neanderthal e os substituiu com modelos atualizados, mais modernos. Assim, o “Homem de Nebraska” (construído com base num dente de porco!), o “Homem de Piltdown” (construído a partir do maxilar de um macaco da atualidade!), o “Zinjanthropus“, ou o “Homem do Leste da África”, o “Homem de Pequim”, e o Homem de Neanderthal, – nossos supostos antepassados semelhantes a macacos estão sendo deixados de lado. Que triste perder tantos parentes desta maneira.
O Australopitecus depois da descoberta de novos fósseis na África, especialmente um crânio de n.º 1.470, o qual, de acordo com o paleontólogo queniano Richard Leakey deixou “em ruínas a noção de que todos os fósseis primitivos podem ser arranjados em uma seqüência ordenada de alteração evolutiva” (1973. Skull 1470 – new clue to earliest man? – National Geographic, 143(6):819). Tal crânio foi considerado de origem simiesca e apenas um “parente” distante do Homo Sapiens e não um progenitor da raça humana. Eliminado, desta forma, mais uma categoria de um suposto tataravô de algumas pessoas.
Em um artigo de Duane T. Gish, Ph.D., temos a seguinte sentença: “É cedo demais para avaliar acertadamente o verdadeiro significado da descoberta feita por Richard Leakey perto da praia leste do lago Rodolfo, no Quênia. Não obstante, o impacto sobre as teorias evolucionistas relacionadas com a origem do homem é potencialmente tão explosivo que essa notícia merece, uma tentativa de avaliação. Um jornal disse: “Por causa dele (o crânio 1470 de Leakey), todos os livros sobre antropologia, todos os artigos sobre evolução e os desenhos da árvore genealógica do homem terão de ser jogados no lixo. Estão aparentemente errados”. O artigo publicado em Science News¹ tinha o seguinte título: “O novo crânio de Leakey muda o nosso pedigree…’.” (fonte: www.criacionismo.com/index.php?menu_op=ver_artigo&artigos_op=arquivo&id_art=7&PHPSESSID=76dd0e982e62e42b83cd83e03487fad4)
A razão para as dramáticas afirmações de Leakey é que o Crânio 1470, exceto pelo seu pequeno tamanho, cerca de 800 cc, é aparentemente de forma mais “moderna” do que quaisquer dos até aqui supostos ancestrais do homem. Por exemplo, a fronte inclinada e os seios frontais proeminentes dos fósseis do Homo erectus não estão presentes no Crânio 1470. Não obstante, o Crânio 1470 é considerado como tendo cerca de 1,8 milhões de anos (lembra-se do nosso estudo sobre métodos de datação?) um contemporâneo do Australopithecus, e mais velho do que qualquer fóssil do Homo erectus.
Stephen Molnar, editor associado do “American Journal of Physical Anthropology”, depois de comentar a respeito da “utilidade” de comparar capacidades cranianas nos fósseis, fez os seguintes surpreendentes comentários: “Há um tão amplo intervalo de variação que a extremidade inferior do intervalo situa-se bem abaixo da capacidade de certos hominídeos fósseis, embora não existam evidências de que esses indivíduos sejam menos inteligentes do que pessoas com maiores volumes cranianos. É improvável que as diferenças de tamanho do cérebro nas populações modernas tenham qualquer relevância na variação da capacidade mental – um fator que torna um exercício fútil e sem significado as comparações da capacidade craniana entre grupos modernos. (…) Um bom exemplo pode ser visto no caso das mulheres, que têm em média capacidade craniana dez por cento menor do que os homens. Ninguém ousou sugerir que isso indique menor capacidade mental. Muitos homens famosos na história tiveram também, após sua morte, os seus cérebros pesados e medidos. Os valores flutuaram no intervalo do H. sapiens, desde Anatole France (capacidade craniana de aproximadamente 1100 cc) até Oliver Cromwell e Lord Byron (capacidade craniana de aproximadamente 2200 cc). … Variações de mais ou menos 400 cc em torno da média são encontradas na maioria das populações européias. Os indivíduos com capacidades cranianas maiores ou menores são pessoas intelectualmente competentes e de comportamento normal. De fato, existem muitas pessoas com 700 a 800 centímetros cúbicos” (Races, types, and ethnic groups – the problem of human variation. Prentice-Hall, Inc., Englewood, Cliffs, New Jersey, pp. 56-57)
Se o tamanho do cérebro nada significa para as populações modernas, não seria justo sugerir que também nada significa para as populações fósseis? Mulheres, não fiquem com raiva dos cientistas, ter uma cabecinha menor não torna vocês menos inteligentes do que nós, os homens sapiens.
David Pilbeam e Stephen Jay Gould, dois proeminentes especialistas, utilizando técnicas alométricas, e Charles F. Oxnard, anatomista e antropologista da Universidade de Chicago, utilizando técnicas de análise multivariacional, concluíram que o Australopithecus não foi ancestral do homem. Bomba na primeira categoria de supostos ancestrais.
A categoria do Homo habilis foi primeiro proposta em 1961 pelo extinto Louis S. B. Leakey (pai de Richard Leakey). Recentemente Brace e Wolpoff, ambos antropologistas da Universidade de Michigan, fizeram os seguintes comentários em resposta ao artigo de David Pilbeam e Stephen Jay Gould, citado na referência anterior: “A própria existência do taxon Homo habilis é devida mais a uma ampla divulgação jornalística … do que a dados reais … Pilbeam concorda agora conosco, acreditando que a variação dentária nos Australopithecus é tão grande que as mandíbulas e os dentes sozinhos não são de utilidade para distinguir os taxa, conclusão essa recentemente enfatizada pela descoberta de um crânio no lago Rudolph com capacidade de 500 cc e dentes bastante pequenos (ER 1813)”. (Pilbeam, David, and Stephen Jay Gould 1974. Size and scaling in human evolution, Science, 186(4167) :892-901.)
Vejamos o seguinte artigo publicado na revista Ciência Hoje de Portugal: “HOMO HABILIS E HOMO ERECTUS CONVIVERAM JUNTOS EM ÁFRICA. Artigo publicado na Nature levanta novas questões sobre a evolução humana. (2007-08-08) – O Homo Erectus e o até agora considerado seu antepassado Homo Habilis viveram de facto durante muito tempo lado-a-lado na África Oriental, revela um estudo da redvista Nature, pondo em causa a actual teoria da evolução humana. Os dois novos fósseis que vieram inesperadamente redesenhar a árvore da evolução humana foram descobertos em 2000 na margem Leste do lago Turkana, no Quénia, por uma equipa científica internacional conduzida por Fred Spoor, do University College de Londres. Tratam-se, por um lado, dos fragmentos mais recentes jamais encontrados de um maxilar superior de um Homo Habilis, datados de 1,44 milhões de anos, e, por outro lado, de um crâneo de um Homo Erectus notavelmente bem conservado e paradoxalmente mais antigo, com 1,55 milhões de anos.”
(fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=22949&op=all
Isso tudo nos deixa somente o Homo Erectus para preencher o hiato entre os seres humanos e os não-humanos. Todavia, não há evidências de macroevolução aqui, pois considere-se a seguinte declaração do Prof. Lasker: “Somente um ou dois desses fósseis caem fora do intervalo de uma pequena série de indivíduos brancos americanos” (p. 284).
Dado o intervalo de variação entre a população mundial, pode ser dito que o Homo Erectus tem qualquer significação evolutiva? S. M. Garn (em quem se baseia Lasker) “considera significativo o aumento do tamanho do crânio do Homo sapiens” (p. 284), porém, como foi visto, tais diferenças parecem não significativas, particularmente à luz do fato ressaltado acima por Brace e Wolpoff, de que ignoramos o tamanho do corpo de todos os crânios do Homo Erectus. Se a capacidade craniana é significativa, como levar em conta o Homem de Neanderthal? Explicando a grande capacidade craniana de alguns espécimes Neandertais (1,75 litros, em contraposição ao intervalo de 1,30 a 1,45 litros para a média do europeu moderno). Mais uma categoria cai por terra.
Conclusão
Os argumentos a favor da macroevolução falham em todos os níveis significativos ao serem confrontados com os fatos. A origem da vida, os métodos de datação, as mutações, a seleção natural, e o registro fóssil, todos falham no apoio à doutrina evolutiva.
Como disse Theodosius Dobzhansky: “Todos os seres vivos crescem e reproduzem-se à sua semelhança. … Este processo de auto produção, ou de igual gerar a igual, é a essência da hereditariedade. A hereditariedade é … a antítese da evolução. … A evolução é um processo que fez os descendentes diferentes de seus ancestrais” (1958 (in) Julian S. Huxley, et al. A book that shook the world: anniversary essays on Charles Darwin’s Origin of Species. University of Pittsburg Press, p. 16).
Muito do que tem sido considerado como evidências de alterações evolutivas, pode ser explicado simplesmente como variação genética normal e dentro dos padrões de variabilidade de uma dada espécie. Portanto, não há evidências, tanto no registro fóssil, quanto nas observações da natureza, nem mesmo na experimentação biológica, de que essas variações podem estender-se através das limitações genéticas naturais, e produzir alterações macroevolutivas.
Espero com esta síntese ter apresentado evidências de que a teoria da evolução não pode ser defendida de maneira religiosa por pessoas sérias e comprometidas com a verdade. Nossa teoria (criacionista) é muito mais simples, pois entendemos que um Criador Inteligente formou tudo da maneira como conhecemos para que pudéssemos viver da melhor maneira possível, dando-nos livre-arbítrio para decidirmos se queremos andar na Luz, ou nas Trevas. Por isso o Apóstolo João, ao descrever em seu evangelho acerca da identidade de Jesus disse: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. (…) Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o aceitou. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;” (João 1:1-12).
Abraços fraternos a todos.
[1] Hulett, J. R. 1969. Limitations on prebiologic synthesis, Journal of Theoretical Biology 24(1) :56-72. (Ver também Hull, D. E. 1960. Thermodynamics and kinetics of spontaneous generation, Nature 186(4726) :693-695).




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Marsupial Killer
mar 22nd, 2010
Nó! Fiquei até impressionado. Tipico texto criacionista com todas as caracteristicas.
Eu li rapidamente, depois comento a fundo (acho q vou ter q fazer um post aqui nos comentarios), mas como primeiras observações:
1) Eu já falei e repeti varias vezes q a Teoria da Evolução nada tem a ver com as hipoteses do surgimento da vida na Terra. A Evolucao explica como a vida evoluiu a partir de sua raiz comum. Falar esse monte ai sobre a origem da vida nao tem nada a ver com o assunto Evolucao. Isso eh um erro q o nosso fanatico Pr. Giuliano se recusa a corrigir. Talvez pq sem isso ele fique sem metade dos argumentos?
2) Antropologos não são uma boa referencia sobre Evolucao humana, pois na maioria eles não tem uma visão correta da Evolucao (falta a formaçao). Evolucionistas modernos abominam esta famosa figura de “evolucao” q mostra o macaco se transformando em homem numa trajetoria linar. Nenhum Evolucionista sério busca elos perdidos em uma cadeia evolutiva linear. Esta inclusive eh uma das discussoes entre antopólogos e sistematas evolucionistas, pois eh uma visao q caiu por terra muito tempo atrás. O q me leva ao terceiro ponto…
3) Vcs repararam a idade das citacoes? Não tem nada mais recente q 1980 e a maioria fica entre 1950-60. Por favor, ne? Vamos procurar nos atualizar quando formos discutir os assuntos? Pr. Giuliano, por favor, n fique parado no tempo.
4) Como o Levante já comentou, o Pr. Giuliano e os autores q ele adora sao mestres em pegar frases soltas e tirar do contexto. Um exemplo rapido? Ele cita Dobzhansky dizendo q este falou “a hereditariedade …eh a antitese da Evolucao…” Como se o autor citado fosse contra a Evolucao, quando na verdade foi ele quem disse a famosa frase: “Nothing in Biology Makes Sense Except in the Light of Evolution”
E agora? O cara se contradisse ou a frase citada no texto ao lado com tantas reticencias e fora do contexto n quer dizer exatamente o q tentaram fazer entender?
Senhores, nao é uma guerra. É uma discussao para engrandecimento de todos. Seria bom estudar atualizadamente o tema antes de debate-lo. E ter menos maldade no coração. Nada d ficar corrompendo e deturpando as coisas, sera q pode ser?
E algumas curiosidades: Dobzhansky era um Evolucionista teista, embora nao criacionista. Como eu e o MK temos repetido, uma coisa nao deveria excluir a outra. Sinceramente nao vejo motivo para esta guerra crista contra a Evolucao.
Outras curiosidades, esta para o Pr. Giuliano: Coalas em portugues se escreve com C. Coalas e cangurus nao são os unicos marsupiais do mundo. Eu sou fã dos marsupiais brasileiros, q inclusive sao mais de 80 especies diferentes. Nunca matei um coala, mas um bocado de cuicas, cassacos, sariguês e similares. Dê uma pesquisada sobre eles para as suas proximas ironias serem mais acuradas.
Eu poderia fazer um post apoiando a Evolucao com praticamente os mesmos autores citados, exceto os criacionistas q os citaram, obvio!
Comentario final sobre esse post: Não é sério! rs
Até a proxima
PS. Quarta vou dar aula sobre evolucao craniana e dentaria nos mamiferos, talvez eu traga alguns exemplos legais para a discussao, mas vou demorar a comentar pq vou estar ocupado estes dias preparando a aula e trabalhando numas publicacoes, mas aguardem q eu volto.
Levante
mar 23rd, 2010
Estou gostando das aulas, marsupial. Quanto mais textos sem pé nem cabeça melhor, pois assim você volta com vontade para escrever esclarecer.
Eu não me arrisco a falar mais de autores, pois as fontes e as citações são exclusivas e podem apenas serem usadas da forma que o mestre entende.
Frases soltas me dão arrepios.
Hasta la vista!
Pr. Giuliano
mar 23rd, 2010
Interessante, muito pouco do que está escrito foi refutado com base científica.
Sempre refutam as coisas dizendo que sou fanático e que estou deturpando as coisas e tirando as coisas de contexto.
Bom, espero que possamos levar esse debate para um nível melhor.
Peço perdão ao Marsupial se ele se sentiu ofendido com alguma de minhas colocações, ou se pareci ser meio agressivo em algumas colocações.
Saiba que apenas estou tentando trazer uma pitadinha de humor ao nosso debate, pena que vc entendeu isso como agressividade.
Outro ponto interessante, todo mundo mundo pode tirar passagens bíblicas de contexto e dizerem as maiores bobagem sobre o que de fato a Bíblia diz. Nós, por outro lado não podemos tirar algumas frases de textos de evolucionistas para demonstrar que algumas de suas idéias são contraditórias tbm?
É uma pena que estejam dizendo que estou nervoso ou que estou com “maldade no coração”, vim aqui para discutir idéias e, infelizmente, por ser um fórum escrito é impossível que meus interlocutores vejam minha face, minhas expressões, entonação de voz etc. Apenas o texto seco e impessoal.
Bom, sugiro que um diz possamos sentar e tomar um bom café juntos, talvez jogar um Poker e discutirmos nossas idéias pessoalmente… talvez estes mal entendidos sejam resolvidos e possamos continuar nossa discussão mais tranquilos…
Abraços fraternos a todos…
que venham as refutações… e que Deus nos dê sabedoria e paz
Marsupial Killer
mar 23rd, 2010
Pr. Giuliano,
Seu comentário é exatamente o tipo de comentário q vc vem fazendo nas discussões.
Óbvio q pouco foi refutado cientificamente, eu nem comecei! Foi o q eu quis dizer com “… depois comento a fundo …, mas como primeiras observações:” Aguarde q assim q eu tiver tempo para ir buscar as referencias e contra citacoes vc verá os erros crassos deste texto.
Contudo, mesmo pouco, apresentei 4 pontos, recapitulando:
1- Teoria da Evolucao é independente da Teoria da Origem da Vida. Refutar a segunda nao afeta a primeira.
2-Antropologos e sua busca por elos perdidos num modelo equivocado de Evolução linear. Refutar este modelo na verdade é concordar com o modelo Evolutivo moderno, q já fez isso e hj segue uma lógica ramificada, não linear.
3-As suas fontes são extremamente antiquadas, com a quase totalidade das citações vindo de 1950-60. Muitas delas totalmente desatualizadas e algumas outras já “resolvidas”. Quando preparamos uma aula ou exposicao sobre um assunto, o ideal é utilizarmos fontes atualizadas, em linha com as ideias em voga.
4-O uso de frases soltas e fora do contexto, o q deixa margem para interpretações dubias, intencionais ou nao.
Note q de todos estes pontos cientificamente validos para questionar o conteudo do texto apresentado, vc soh contra argumentou o ponto 4. Entao devo supor q concorda com os outros pontos?
Perceba tbm q eu nunca usei nenhuma citacao Biblica, seja em q contexto for, para apoiar qualquer argumento meu, ao contrario do q sua frase dá a entender “Outro ponto interessante, todo mundo mundo pode tirar passagens bíblicas de contexto e dizerem as maiores bobagem sobre o que de fato a Bíblia diz.”
Todo o resto do seu comentario foge ao assunto, quando poderia ter usado o espaço para contra-argumentar os meus pontos 1, 2 e 3. Posso presumir q se nao o fez, é pq n tinha como e os aceitou?
Até e melhoras
mk
mar 24th, 2010
Caro Marsupial,
A origem da vida não contradiz a evolução, mas que é um assunto imensamente interessante, isto é!
Assisti outro dia um debate sério entre adeptos do Design Inteligente e da Teoria Evolucionista realizado na Universidade Mackenzie, fiquei imensamente feliz com a cordialidade entre os profissionais da ciência, inclusive o representante da Teoria Evolucionista era ateu, e fez uma observação interessante quanto à importância das teorias do Design Inteligente, que questionaram vários pontos da Teoria da Evolução, fazendo com que os biólogos corressem atrás para dar respostas à altura.
Se bem me recordo, concordamos que isso é ciência, uma busca constante por melhores explicações do mundo e seus fenômenos.
Grande abraço,
MK
Marsupial Killer
mar 24th, 2010
Prezado MK,
Eu concordo q é um assunto interessante. O meu ponto foi apenas trazer a discussão para um nivel mais valido. Se o objetivo é questionar a Evolucao, nao podemos usar um argumento nao relacionado, podemos? Eu posso questionar qual a verdadeira cor do céu dizendo q a terra é marrom? Entendeu meu ponto?
De resto é isso mesmo, quando as pessoas estão dispostas a ouvir, argumentar com fundamento e seguir um raciocinio logico (sem as famosas falacias) e admitir q estao erradas ou ceder em alguns pontos, podemos chegar a denominadores comuns. Como eu e vc já chegamos a alguns ao longo destas trocas de ideias.
Mas se pessoas batem pé, nao escutam o q o outro lado diz, utilizam de falacias e já entram na discussao com a certeza de q estao absolutamente certas…então na verdade nao há uma discussao.
Espero q tenha entendido os meus pontos. Como é um post sobre Evolucao, e eu sou pesquisador com formação nessa área, quero preparar uma boa “resposta/aula” para apresentar aqui, por isso nao o farei nos proximos dias, pois estou atarefado com os meus projetos e prazos.
Mas assim q puder virei aqui apresentar o q é a Evolução para os pesquisadores que atualmente (nao em 1950) trabalham com isto e em que nos baseamos.
E espero deixar finalmente claro q nao há motivo para os cristaos serem contra a Evolucao. Na verdade, se eu fosse cristao, eu ate a usaria como prova da existencia divina. Afinal, a Evolucao é um processo tao complexo e eficaz que com certeza seria o tipo de coisa q nenhuma mente humana seria capaz de desenhar.
Até
andre
mar 28th, 2010
Eu achei que este post fosse sério ! Que absurso, ter um blog, receber dinheiro com mercham ( eles sabem o que vc escreve?), perder tempo para escrever tolices insanas e para quê. Nao entendo o objetivo.
guga
mar 29th, 2010
o objetivo é a discussão andré, somente isso. se tem um povo carente de expressão é o brasileiro, que aceita tudo no mundo calado, nao se expressa, nao se revolta, nao abre a boca pra falar nada.
em hipótese alguma estamos quaerendo convencer um ao outro de algo, estamos simplesmente colocando o que cada um pensa; como disse o giuliano, liberdade de expressão… isso faz bem pro cerebro, sabia?
Pr. Giuliano
mar 28th, 2010
Caro André,
Estamos todos aqui utilizando um direito que chamamos de “liberdade de expressão”.
Seja bem vindo à nossa discussão. Estamos prontos para conversar em um nível civilizado e discutir nossas idéias, não com o intuito de forçar ninguém a crer no que cremos, apenas para colocar questões para que todos possamos refletir. (inclusive eu)
Abraços fraternos em Cristo.
Pr. Giuliano
mar 28th, 2010
Caro Marsupial,
Me perdoe se às vezes escrevo de modo provocativo com relação à sua pessoa. Sou bastante brincalhão às vezes e, como disse, quando escrevemos não é possível expressar exatamente o que estamos querendo dizer. Até porque este espaço é muito curto e nossos posts têm, na sua maioria, ficado muito extensos.
Saiba que eu respeito muito o seu trabalho e não quero, de forma alguma te ensinar algo que talvez vc já saiba na sua respectiva área de atuação.
Vamos continuar com nossa discussão em paz, vc apresenta seus argumentos e fatos, eu apresento os meus. Depois, chegamos às nossas conclusões. Se eu tiver que mudar algum conceito meu, pode ter certeza que não tenho medo do conhecimento ou de refletir sobre minha fé e convicções.
Apenas peço que vc tbm tenha esta mesma disposição no seu coração e entenda que não estamos aqui numa arena, como gladiadores lutando por suas vidas, mas como homens racionais refletindo sobre a razão de nossa existência.
Aguardo ansioso por suas considerações ao meu texto. Se houver coisas erradas ou superadas, vamos corrigi-las.
Vamos agir como homens que buscam não só uma ou outra verdade que nos seja confortável, mas sim “A Verdade” que dá o significado para tudo o que descobrimos até hoje.
Abraços fraternos em Cristo
Pr. Giuliano
O Levante
mar 28th, 2010
O Pr Giuliano pirou ou é uma nova forma de aceitar argumentos sem dizê-la claramente.
Esclareça-me uma coisa, por que depois de arguemntos contundentes e incontestáveis esse comentário sempre aparece? Coisas do tipo “vamos buscar a verdade”, “não vim aqui para brigar”.
“Aguardo ansioso por suas considerações ao meu texto. Se houver coisas erradas ou superadas, vamos corrigi-las.” Depois de tudo que foi comentado necessita de mais considerações?
Corrijam-me, mas me parece que esses comentários estão fora de ordem… Porque se estiverem, perde todo o sentido esse meu comentário, pois estaria fora de lugar e fora de hora.
Ainda assim:
Contra a fé não há argumentos; e
Deus é, com certeza, a melhor invençao do ser humano.
mk
mar 29th, 2010
Caro Levante,
Já que você fez sua leitura do comentário do Pr. Giuliano, farei a minha.
Pelo que entendi, o Pr. Giuliano está preocupado em ter ofendido o Marsupial em qualquer forma, por isso mandou seu comentário se desculpando por algum mal entendido.
Fazemos isso pois em um diálogo pela internet não conseguimos compreender exatamente como as pessoas estão se sentindo ao ler nossos textos, como não temos intenção alguma de ofender, escrevemos mostrando isso e tentando ser o mais cordiais possível.
A dialética é sempre bem vinda no mundo científico, faz com que as teorias e hipóteses ganhem cada vez mais força, ou sejam descartadas por teorias e hipóteses melhores, nisso eu, o Marsupial e o Pr. Giuliano concordamos e acreditamos.
O post não foi inteiramente refutado, o Marsupial falou bem que ele está apenas começando, e quando tiver mais tempo irá preparar sua “aula” rsrsrs.
Busquemos a verdade em espírito de paz.
Cordialmente,
MK
O Levante
mar 29th, 2010
mk,
se comenta 4 pontos e diz que todo o resto foge do assunto, não sei não…
E para arrancar uma resposta para uma simples pergunta quando é feita principalmente para você, é mais fácil tirar leite de pedra.
Cara, “Jesus é a verdade e a vida”. Preciso dizer mais? Sem discussão, colega.
até.
Pr. Giuliano
mar 29th, 2010
Caro Levante,
“Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.
Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele” (Texto da 1ª carta de Paulo aos Coríntios, cap. 1)
“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.” (cap. 2:14-16)
Abraços fraternos em Cristo
Pr. Giuliano, servo de Mashiach, u’malkuto Leoan vaed
O Levante
mar 29th, 2010
Pr. Giuliano,
Traduz pra mim que você quis dizer, coisinha fofa?
Poderia fazer isso, por favorzinho?
Como parece-me que o mk acha que sou meio limitado em entender o espírito das coisas, gostaria, se você poder, claro, se não for atrapalhar de verdade, que você me explicasse o que quis dizer com toda essa citação, afinal, posso entender isso de muitas formas e eu não quero entender ninguém mal…
Será que isso poderia ser feito?
um abraço bem apertado, hein?
Pr. Giuliano
mar 30th, 2010
Caro Levante, o meu texto é auto-explicativo. Clear as the water…
Deus te abençôe e te ilumine os sentidos.
“Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.” (Tito 1:15)
O Levante
mar 30th, 2010
Posso entender o que quiser então…
Valeu!
Pr. Giuliano
mar 31st, 2010
Quando recebemos uma verdade, podemos fazer, basicamente três coisas com ela: 1) amá-la; 2) odiá-la e 3)ficarmos indiferentes a ela.
Vamos ouvir o que cada um tem a dizer e que possamos refletir com sabedoria, inteligência e tentando evitar, ao máximo, que as emoções tomem as rédeas de nossas posições.
Lembre-se, como está escrito em um livro de James Joyce: “Tempora mutantur et nos mutamur in illis”. (kkk…. isso pode ser usado contra mim…kkk)
Marsupial Killer
mar 31st, 2010
Humm…n dá pra simplesmente aceitar a verdade, sem emoções extremas (amor e odio) ou indiferença? Isto é, se for mesmo verdade, pq nem td q nos vendem como verdade, realmente o é.
O Levante
mar 31st, 2010
Agora sim. Melhor.
E concordo plenamente com James Joyce, e se for esse o caso, com você também.
E, pensando um pouco em relação do que voce escreveu no comentário, então não existem, em linhas gerais, verdades. Existem convenções, pois se mudamos com o tempo, nossas verdades mudarão com o tempo.
Marsupial Killer
abr 3rd, 2010
Olá, pessoas,
Eu juro q queria fazer uma texto legal respondendo esse (pensei ate em fazer um pdf com imagens pra vcs baixarem), mas como n sei quando vou ter tempo, vou responder o melhor q der soh pra n deixar o assunto morrer. Se alguem tiver duvida em algum ponto pode perguntar q eu tento responder.
1)Fosseis podem provar Evolucao?
a) O fato do C-14 nao ser a tecnica mais indicada para a datacao d fosseis ja é conhecida da ciencia (e dos cientistas), por isso q se usa a estratigrafia e a datacao por decaimento radioativo de outras substancias, como foi levemente citado no texto. Dizer q uma tecnica de datacao n serve para fosseis com milhoes de anos e querer com isso dizer q “qualquer coisa que seja datada com mais de 50 a 70 mil anos é altamente questionável.” é uma generalizacao muito perigosa e tendenciosa. A n ser q o autor do texto queira colocar em duvida todas as formas de datacao conhecidas pela ciencia e a propria idade da Terra. Aí é outro assunto, discutiremos “metodos de datacao geologica”. Mas q fique claro q no assunto discutido o argumento de q o c-14 n pode ser usado para datar fosseis nao invalida a datacao destes fosseis quando se sabe q existem tecnicas adequadas para estes casos. Entao temos um repertorio cientifico suficiente para ter as datacoes dos fosseis (lembrando q nenhuma datacao eh absoluta, existe um intervalo de desvio padrao nas datas).
b) Não é apenas a data absoluta dos fosseis q nos dá a prova da Evolucao, mas a ordem de aparecimento deles no tempo geologico. Pela teoria da Evolucao predizemos q os peixes surgiram na terra antes dos anfibios, q vieram antes dos repteis e entao vieram os mamiferos e aves (q na verdade sao repteis, mais exatamente dinossauros, mas isso é outro topico). E quando se procura por estes fosseis na estratigrafia terrestre é exatamente isto q se encontra, nenhum mamifero aparecendo antes dos peixes, por exemplo. Fatos corroborando a Teoria.
c) Obviamente existem hiatos no registro fossil, pois a fossilizacao precisa de condicoes especiais para acontecer e quando acontece, os seres humanos ainda precisam encontrar estes fosseis embaixo da terra e dos oceanos. Porem, mesmo com estes hiatos temos registros fosseis de “series de transformacao”, como por exemplo a mandibula bi-articulada dos repteis se modificando na mandibula mono articulada dos mamiferos e os ex-ossos articulares dos repteis se tornando os ossos do ouvido interno dos mamiferos. Sim, existem fosseis das formas intermediarias q mostram exatamente o q foi previsto. Dizer q existem hiatos nao inviabiliza a Teoria, apenas a reforça, pois faz todo sentido q eles existam, dadas as dificuldades de se encontrar fosseis.
2) Mutações x Evolucao:
a) Mutações são na maioria prejudiciais e sao logo eliminadas da populacao pela selecao. Sobram entao as mutacoes neutras e as beneficas. As beneficas, o nome jah diz ne? Vao “melhorar” o organismo e se espalhar. E as neutras? Ahá! Aí q está o charme da Evolucao! As mutacoes neutras nao sao nem retiradas nem aumentadas na populacao. Elas permanecem…neutras…ate o momento q; I)elas mutem de novo e voltem pro inicio do jogo; II) as condicoes ambientais mudem e o q antes era neutro agora confere uma vantagem. E é bom lembrar q nem sempre as coisas surgem com as funcoes q tem hj. As penas por exemplo, surgiram provavelmente para fins de reproducao e/ou manutencao do calor corporal, depois é q acabaram tendo um novo uso
b) Quando Kitts, Mayr e Simpson falam no texto sobre os hiatos existentes, devemos notar q eles falaram isto entre 1950-60, quando realmente tais hiatos existiam. Mas devemos tbm lembrar q muitos fosseis foram descobertos nos ultimos 50 anos. Mais precisamente, com a “abertura” do regime chines, muitos pesquisadores puderam trabalhar na China e fosseis realmente incriveis e q completam muitos hiatos tem sido encontrados. Então posso dizer q neste caso as citacoes e os argumentos provenientes delas nao tem força, pois já foram “atualizados”.
c) Chamo atencao tbm para o fato de os calculos de probabilidade de mutacaos apontados por Simpsom e citados no texto terem sido feitos em 1953. E lembro q a dupla helice do DNA foi descoberta neste mesmo ano, e a forma de replicacao do DNA soh foi entendida em 58. Resumindo, Simpson estava chutando uma taxa de mutacao, falando sobre uma coisa q ele n tinha como ter certeza. Hj se sabe q as taxas de mutacao sao bem maiores q 0,0001. Entao…essa parte podemos ignorar
3) Ancestrais humanos:
a) Eu e os evolucionistas q eu conheço (biologos, nao antropologos) nao achamos q Australopithecus e cia sejam ancestrais diretos do Homo sapiens. A gente sustenta q eles sao outros ramos da familia, q tem um ancestral comum conosco. Acredito na evolucao representada por uma arvore dicotomica, nao por uma sequencia linear. Ou seja, acredito q diversas especies d homens co existiram durante algum tempo no planeta, ate q no presente momento soh sobrou a nossa. Entao essa diferença d visao já tira o sentido de metade das coisas q o texto fala sobre o assunto.
b)Tem varios erros no texto, causados pela desatualizacao das fontes, imagino. O homem de neanderthal n eh considerado Homo sapies, ele eh considerado Homo neanderthal. Outra especie do mesmo genero q o nosso. Sim, ele mudou d genero. Sim, estas coisas acontecem em ciencia. Nomes cientificos n sao nomes proprios, sao hipoteses filogeneticas e q podem ser mudadas conforme novos conhecimentos sao adquiridos. O cranio 1470 realmente gerou muita polemica quando foi descoberto, em 1973. Hoje, alguns anos de estudo depois, já se chegou ao concenso q ele pertence sim a uma das primeiras especies do genero Homo, Homo rudolphensis. Outra especie q evoluiu do mesmo ramo q a nossa, o genero homo, mas seguiu o seu proprio caminho e desapareceu. Nada sobre evolucao precisou ser jogado no lixo.
c) Segundo a teoria da evolucao, eh esperado e ate desejavel q diferentes especies de hominideos tenham vivido ao mesmo tempo no planeta. Entao isso nao poe em xeque qualquer teoria sobre a evolucao humana, a n ser a teoria errada dos antropologos, q como antropocentricos q sao, acham q os seres humanos sao unicos e evoluiram em linha, d um para outro. Os zoologos evolucionistas sabem q isso n ocorreu e tivemos varias especies humanas passeando pelo mundo.
d) As diferenciacoes feitas entre as diversas especies d hominideos nao leva em conta apenas uma medida (a medida do tamanho do cranio tao citada no texto). Qualquer um q trabalhe com morfometria sabe q isso eh inadequado. Eh preciso analisar um conjunto de varias medidas diferentes e independentes entre si para se diferenciar especies pelo cranio, pq obviamente algumas medidas irao se sobrepor. Para identificar as especies d hominideos se usam caracteristicas dentarias (muito diagnosticas nos mamiferos de maneira geral) e morfologicas do esqueleto. Entao n adianta ficar repetindo q a medida do cranio se sobrepoe e querer invalidar com isso as especies. Se soh a medida do cranio se sobrepoe, mas as outras quinze medidas separam…sinto muito…alguma coisa eles tinham q ter igual ne? Afinal, sao todos da mesma familia
Conclusao: O texto nao apresenta nenhum argumento serio, embasado ou de peso para afirmar q “os argumentos a favor da macroevolucao falham em todos os sentidos”. Ao contrario, o texto apenas apresenta argumentos falhos e obviamente demonstra total desconhecimento sobre o assunto em pauta. Como demonstrado neste breve (breve? Eh, vcs n imaginam o quanto mais poderia ser dito!) resumo, a Evolucao tem provas o suficientes para se sustentar e para derrubar todos estes “pseudo argumentos” demonstrados neste texto criacionista.
E sim, concordo q a Evolucao eh uma teoria muito mais complexa do q o criacionismo. Afinal, eh muito mais simples dizer q uma criatura nao criada, fora do tempo e q n precisa d explicacao, fez plim e causou todas as coisas q n sabemos a causa. Mas…onde estao as provas disso? E as respostas para as muitas perguntas q surgem dessa ideia tao “simples”? Vide o post “Deus existe” e verao q n eh tao simples assim crer no criacionismo
Ate
100%evolucionista
mai 18th, 2010
Ola Marsupial..como o meu apelido ja diz sou fã incondicional de Richard Dawkins e gostaria de fazer contato e trocar conversas com a comunidade evolucionista aqui no Brasil e talvez vc possa me ajudar a encontrar mais pessoas que
pensem como eu. Não sou escritor e tenho 53 anos.
Parabenizo voces por discutirem o tema.Acho mto
importante a liberdade de expressão e pensamento.
Grato.100%evolucionista.