FD2 no show do Metallica
Postado em 02. fev, 2010 por guga na(s) categoria(s) Eventos
Olá pessoal! Estou trazendo um “pequeno” texto sobre nossa viagem a São Paulo para ver o show do metallica.
Enjoy it!
Sexta-feira:
29 de janeiro de 2010, 18h. Conforme combinado, estamos os quatro no aeroporto de Goiânia nos preparando para o grande show. Eu, Rejane, Renatão e André. Na verdade a preparação começou cerca de dois meses antes, quando compramos os ingressos, as passagens e as reservas do hotel, tudo pela internet.
Aprendam crianças. Tudo que se faz antecipado, se leva vantagem. Encontrei alguns goianos que foram pela MaivanTur e pagaram o mesmo preço que a gente por um pacote de viagem de ônibus.
Avião, por mais tééééédio que seja (afinal, é como estar em um ônibus que não se movimenta), é mais rápido, confortável e te proporciona situações no mínimo engraçadas. Choramos de rir no trecho Brasília-São Paulo de um comissário que falava uma língua não indentificada com aquela voz erótica de disque sexo. Fora o André, que sentou do lado de uma loira gatíssima e não conseguia parar de tremer. Mas é considerável, a primeira vez logo com uma gata, é tenso mesmo.
Até aí, já tinha sido diversão pra semana toda, mas como essas coisas não tem limites, a Rejane nos brinda com uma pérola maravilhosa: “Não sei porque esse povo insiste em ligar celular no avião. Se se sentem sozinhos comprem um Macintosh!” Até eu perceber que ela queria dizer Tamagotchi o Renatão já estava pedindo a máscara de oxigênio pra aeromoça, de tanto rir.
Já com os pés em sampa, era hora de irmos pro hotel. Quatro goianos que não conhecem a cidade, não tinham outra opção a não ser pegar um taxi. Achamos um tal de taxi pré-pago no aeroporto mesmo. 30 reais o trecho aeroporto-hotel. Se você pedir pra passar em outro lugar antes é capaz do motorista dizer “sinto muito mas seus créditos expiraram”. Quando chegamos no hotel, o motorista ficou lá fazendo uma cera pra ganhar gorjeta. Coitado… Galera raleou de fininho e nem boa noite ele ganhou.
Ficamos no hotel Formule 1. Pra quem não conhece, é um hotel de baixíssimo custo. As diárias são cobradas por quarto que cabem até 3 pessoas. Então ficamos eu e Rejane em um quarto, André e Renato em outro. Eu levei uma grande vantagem nisso. A Rejane simplesmente morre durante o sono. Enquanto isso, no quarto ao lado, os dois disputaram peidos e roncos. Ganhou aquele que identificou o prato do almoço pelo odor.
A noite de sexta encerrou de maneira traumática. Fomos pra um posto do lado do hotel e ficamos fazendo um coquetel de Heineken com Itaipava, acompanhado de pratos exóticos como esfiha de frango com ervas e Ruffles. Discutimos o horário de ir ao show e ficou decidido acordar 6h. Além disso, ficamos analisando a viadagem que dominava aquela região do Morumbi (tinha que ser). Só tinha gay no posto, e ainda tive o desprazer de ver dois se beijando no banheiro. Como diz Rafinha Bastos: “Vou sonhar com essa porra!”
TPS – Tensão Pré-Show:
No sábado, conforme o não-combinado, acordamos 9h. O café da manhã do hotel é cobrado a parte, 7 reais. As opções são altamente diversificadas. Mini pães, mini croissants, pães de forma e leite com café. A intenção de se pagar um hotel econômico é da gente economizar, não eles. Mas como temos que levar alguma vantagem, ficamos brincando com as torradeiras que tem sobre as mesas só pra gastar energia. “Toooorra! Torra minha grana agora!”
Barriga cheia de mini-café-da-manhã, hora de ir pra fila. Chovia a 38 dias em sampa, mas como somos especiais, São Pedro nos presenteou com um chuvisco que não passou das 10h. O resto do dia foi nublado e quente suficiente pra me deixar vermelhão. Ficamos por seis horas na fila, então deu pra bater muitas fotos, falar muita besteira, e principalmente, rir dos mais variados tipos de pessoas que transitavam por ali. Exemplos:
- Gordinho que seguia o tiozinho do filé-miau com a churrasqueira nas costas;
- Doidão que tinha o cabelo igual a Tina Turner;
- Gordinha que saiu da reunião e foi de terninho pra fila;
- Patricinhas de salto alto num show de rock;
- Ambulantes que contavam histórias de mendigo pra vender os badulaques;
- Bêbados que caíam no chão;
- Homens que pareciam mulher;
- Mulheres que pareciam homem;
- E quatro goianos pé-de-toddy que só ficavam rindo, comendo bolacha e não bebiam água pra não ir ao banheiro.
A organização do evento se antecipou e abriu os portões uma hora mais cedo. Às 16h colocou a boiada pra dentro, e foi exatamente essa a hora da minha morte. Ficamos em pé perto do palco, mas à medida que ia chegando mais gente e a catinga de cc aumentava, o meu fim se aproximava. Não aguentei mais de uma hora nesse aperto e fui pra trás. Renatão e Rejane me acompanharam. O André foi valente e permaneceu lá ate o fim do show. Parabéns meu irmão, você foi guerreiro!
Tenho que admitir; se você compra um ingresso de pista vip, é estupidez ficar o dia todo na fila. O Otávio, que só deu o ar da graça às 18h, ficou mais à frente que eu.
A não ser que você queira ficar na grade. Aí sim tem que acampar na porta do estádio, pois ali o lugar é disputadíssimo.
Das 16h às 20h pairou um clima de final de campeonato no estádio. A galera da arquibancada brincava de fazer ola, a pista soltava seu grito de guerra “Ei, vip! Vai tomar no cu” e a vip respondia “Ão, ão, ão! Assiste no telão”. Enquanto isso, os comedores de pequi sentavam no chão e batiam mais fotos.
O Show:
Com uma pontualidade inglesa que nunca vi em shows, o Sepultura subiu no palco às 20h para a abertura. O repertório do grupo cansa um pouco quando insiste nas faixas do último álbum, A-lex, mas empolga quando se volta às músicas mais antigas, da fase com Max Cavalera, como Refuse/Resist e Inner self. Pra terminar o show de uma hora, uma versão um pouco confusa de Roots bloody roots mostra que o Sepultura ainda precisa se esforçar mais para reproduzir o seu auge da década de 90.
Já perto do fim do show de abertura do Sepultura, os holofotes do estádio do Morumbi se acendem, iluminando toda a plateia. O Metallica sabe que um bom show depende também do clima do público, e essa estratégia simples, de trocar o ambiente para marcar a escuridão como o domínio do metal, ajuda a criar uma certa atmosfera.
Às 21:35h, horario do meu relógio, começa a clássica música que eles usam pra abertura dos shows desde a década de 80, Ecstasy of Gold. Assim que a musica termina, um único holofote ilumina a entrada do baterista Lars Ulrich, que sobe em sua banqueta e pede o agito da galera, que responde com loucura. O restante da banda entra e já começa o espetáculo com Creeping Death. Na sequência James Hetfield dá uma leve parada e pergunta “Estão prontos?” emendando com For Whom the Bell Tolls e The Four Horsemen. Uma sequência matadora que me deixou hipnotizado. Quando dei por mim já tinha deixado Rejane e Renatão pra trás e estava lá na frente abraçado com o Otávio, pulando feito loucos tentando alcançar o André.
Para um grupo de rock pesado e com cara de mau, o Metallica está cheio de amor nesses últimos anos, especialmente pelos fãs. James se comunica bastante com a galera, de forma pausada para que todos entendam. Antes de Broken beat and scarred, ele faz um discurso agradecendo o apoio da família Metallica. “Muito obrigado por nos apoiarem nos momentos mais difíceis e nos bons momentos como esse. Fiquem juntos sempre, e tudo estará bem”. Com muito humor tirou onda com Kirk Hammett e de frente às câmeras fez caras e bocas pra agitar a galera.
O setlist foi simplesmente perfeito. Quase inteiro de clássicos, exceto por quatro faixas de último disco Death Magnetic. De resto, foram três músicas de Kill ‘em all, três de Ride the lightning, a faixa-título de Master of puppets, três de …And justice for all, mais três do Black album e uma cover do Queen (Stone Cold Crazy). Senti falta apenas de Welcome Home (sanitarium), mas já estava ótimo.
Além de um setlist matador, o show contou ainda com 3 telões gigantescos e muitos efeitos pirotécnicos; fogos de artifício durante as músicas One e Enter Sandman, e rajadas de fogo de mais de 3m de altura durante Blackened.
Terminado o espetáculo, cada membro vai até o microfone para agradecer o público, sempre lembrando que “nós amamos vocês”, como se tentassem compensar os quase 11 anos de ausência. Para fechar jogam palhetas e baquetas pra galera da frente, e dão um recado simples: “Nos vemos amanhã São Paulo”. Enquanto isso, as 70 mil pessoas presentes gritavam em coro “olê-olê-olá, metallica, metallica“.
TPS – Tensão Pós-show:
Após o show, encontrei o André com uma cara de quem voltou da guerra, totalmente ensopado pedindo “água pelo amor de deus”. Rejane e Renatão com cara de “não quero ir embora” e Otávio com sorriso de orelha a orelha escondido pela barba do Bin Laden. Todos concordamos: Foi de arrepiar! Muitas pessoas não entendem como pode se gastar tanto dinheiro pra ver um show com menos de duas horas. Eu também não entendo, simplesmente não tem explicação. É bom e pronto!
Saímos do estádio e mais uma vez a goianisse falou mais alto. Mortos de cansaço, pés e costas doendo, subimos e descemos um monte de ladeiras que não chegavam a lugar nenhum, até parar em uma rua e esperar pelo taxi que o Otávio providenciou. Fomos prum bar que o taxista nos sugeriu e comemos uma carne com cebola que mais parecia um monte de minhoca, mas estava uma delícia! A fome potencializou o sabor, tenho plena certeza disso. No bar mesmo o Renatão bodou sobre a mesa, o André tremia de frio e Otávio e Rejane discursavam sobre algo que não lembro. Enquanto isso, eu limpava o prato de carne de minhoca.
No domingo, eu, Rejane e Renatão levantamos às 6h pra voltar. Além do cansaço visível em nossa cara, o tééééédio personificado por nós fez com que a sonsera goiana se exaltasse novamente. No aeroporto de Brasília, mortos de fome, eu e a Rejane tomamos um café com pão de queijo que custou a bagatela de 8 reais, sendo que por esse mesmo preço era possível almoçar no Giraffas que tem no andar de cima
De grilo, comemos no Giraffas também, pra aprender a valorizar o dinheiro!
Balanço geral:
Como disse, muita gente não entende essa história de gastar tanto dinheiro por pouco tempo de show, mas posso dizer que vale a pena. Não só pelo show, mas pela viagem toda. Se é bom sair pra um barzinho com amigos, é muuuuito melhor viajar com eles.
O fim de semana foi divertido, cansativo, e sobretudo emocionante. Um forte abraço aos amigos Fd2 Renatão e Otávio; ao meu amigo de adolescência André, e um beijo especial pro minha Tamagotchi Rejane. Foi mal ter te abandonado no show, mas não deu, é muita emoção!
Estamos programando ir para o show do Guns em Brasília. Como disse James: “Are you ready???”
See ya!

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André
fev 2nd, 2010
EMOCIONANTE!!!! Essa viagem e esse show vão ficar marcados para sempre!!!
Grande satisfação conhecer a Rejane, Renato e Otávio, pessoas muito legais!
E meu grande amigo Júlio, véi de guerra!!! Quem diria que depois de 10 anos estaríamos em outro show do Metallica eim????
Na hora do “bis”, apesar deu não estar aguentando mais ficar no Tsunami humano lá na frente, pensei comigo: “Cadê meu amigo??” Fui lá pra trás pra encontrá-lo. Na hora não falamos nada, mas só de olhar um pro outro aquela hora já podia imaginar:
“É NÓS DE NOVO NO METALLICA MEU BROTHERRR!!!!”
Rê
fev 2nd, 2010
O show foi PERFEITO!!! Na verdade td foi perfeito… Desde a saída de Gyn até a volta, kda momento me rendeu boas risadas e recordações q guardarei pra sempre! Adorei conhecer os novos, rever os antigos e ser a única mulher no meio desses gatíssimos
Espero curtir mto mais na companhia de vcs!!! E pros q não foram: “Perdeu, playboy!”, hehe.
guga
fev 4th, 2010
percebi uma coisa, o show juntou 4 gerações de amigos meus… legal!
Marcos
fev 2nd, 2010
Realmente não há explicação para se gastar tanto em um show de uma banda que vc tanto gosta e sabe que os caras vem em um intervalo de anos.
Fui só (não tive a sorte de ir de turma)ao show do U2 em SP em 2006 e tb foi no templo do melhor time do mundo (SPFC).
Foi muito bom. Havia 8 anos q eles não tocavam no Brasil para o público. Fui só e fiz grande amizades lá, por incrível que pareça. E as mantenho até hj.
Fui de bus, conheci 4 pessoas na viagem de ida e ainda fui tomando um whisky de um dos caras q tava c uma caixinha térmica!! hehehee
Mas a questão é, se vc tem condições de pagar por um show q literalmente marcará sua vida, VÁ EM FRENTE!!! VÁ EM FRENTE DE TURMA OU SÓ, MAS VÁ!!
Do Guns estarei com vcs, caso vão.
Enquanto isso fico lembrando dos passinhos doidos de HIP HOP do Paulera!!
po..po..po..po..pooooooooooo!! hehehe
Frederico Borba
fev 3rd, 2010
Grizzu cabeçudo…
Lógico que os caras que vc conheceu no show são amigos do paulo (dá whisky para os outros…)…
estavam gritando “Los Putos?”
Renata
fev 3rd, 2010
Arrasaram galera! Vcs estao super inter-estaduais !
Paulera
fev 3rd, 2010
ehehhe. Fred e foda…ehhehee
acontece Fred, fico bebado e irmao de todo mundo,ehehee. Troncado whisky por vodka com suco,ehhehee
costumes
set 2nd, 2010
I am happy someone was willing to finally clear things up on this. I have reflected on it many times before.